Importante frisar nessa hora em que buscamos a transformação da ASSEMP em sindicato, que isso não significa uma radicalização do movimento dos servidores do MPRN. Ao contrário, é a consolidação de um direito nosso como servidores e, acima de tudo, cidadãos. Não creio que gere resistência entre os membros do MP. Afinal, eles mais que ninguém tem o compromisso de defender as leis a Constituição que nos dão direito à livre organização sindical. E se gerasse, isto não nos impediria de prosseguir já que a forma de organização de uma classe é decisão da própria classe.
Não há por trás deste movimento a intenção de criar um clima de conflito desnecessário entre nós e a administração do órgão, representada nesse momento por Dr. Manoel Onofre. Aliás, o PGJ tem se mostrado bastante aberto ao diálogo e a negociação. E não esperariamos algo diferente de um homem com seu perfil e histórico.
A transformação se faz necessária porque uma associação, por sua natureza, nunca terá a representatividade de um sindicato. Iremos sim, como classe, e através de nosso sindicato, buscar, dentro da legalidade e da negociação, melhorias para nós. Haverá obstáculos? claro que sim. Mas também comemoraremos vitórias.
O importante nesse processo é tomarmos conciência que o sindicato não é uma panaceia que irá “curar” todos os males. Ele significará a possibilidade de nos tornarmos de fato atores nas questões de nosso interesse, na relação com o Ministério Público e com a sociedade.
Natal, 12/10/2009
RONALDO DANTAS
Vice Presidente – ASSEMP/RN
Vice Presidente – ASSEMP/RN
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